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Branquitude e corpo

30 de setembro de 2020

Se você é branco, ou “não-negro”, já parou para pensar quanto de branquitude você incorpora?

A branquitude é uma construção social e histórica que tomando por base a falácia de superioridade racial branca, resulta em que sujeitos identificados como brancos adquirem privilégios simbólicos e materiais em relação aos negros.

É também uma performance, um “habitus”, na linguagem do sociólogo francês Pierre Bourdieu. É aprendida no processo de socialização e incorporada em gestuais, atitudes diante daqueles em posição de subalternidade, formas de se expressar, de sentar, de rir, de dançar, de se sentir (ou não) à vontade em espaços sofisticados e caros.

Amanhã, dia 1/10, às 19:30, vou conversar com a professora de dança Carol Ussier (@carol.ussier) sobre branquitude e corpo, na quarta live da série “Debates Incômodos: privilégio branco”, no perfil @geisasociologia.

Carol Ussier é dançarina e professora de dança. Viveu por quase quatro anos em países da África Ocidental onde se reconectou com a dança também como forma de expressão e como interesse de pesquisa, com atenção especial à pelve. A percepção tardia de sua branquitude durante as experiências no continente africano fez com que Carol se interessasse também por pesquisar o processo de embranquecimento das danças sociais no Brasil e em Cuba. Dedica-se atualmente a estudos decoloniais e feministas aplicados à expressão corporal e promove rodas de conversa sobre a branquitude.